domingo, 8 de dezembro de 2013

Veja - 05/12/2013 - Aos 95 anos, morre Nelson Mandela, um gigante do século XX, um líder raro e exemplar


Aos 95 anos, morre Nelson Mandela, um gigante do século XX, um líder raro e exemplar

Nelson Mandela, o libertador da África do Sul: um gigante do século XX, um estadista de verdade numa época de anões políticos

Com a fisionomia abatida e a voz algo trêmula pela emoção, o presidente da África do Sul, Jakob Zuma, acaba de anunciar a morte, aos 95 anos, de Nelson Mandela — um estadista de verdade em uma época de anões políticos, um dos estadistas gigantes do século XX, Prêmio Nobel da Paz e o homem que trouxe a paz e a democracia para este grande país governado até 1994 por uma ditadura racista da minoria branca.
Diante dessa perda, que torna o mundo mais pobre, compartilho com os leitores um texto a respeito deste grande homem escrito em julho passado por alguém com muito mais talento do que eu — o jornalista e escritor peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010. 

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo
ELOGIOS A MANDELA
Nelson Mandela, o político mais admirável destes tempos tumultuados, segue em um hospital de Pretória, após completar 95 anos na quinta-feira, 18 de julho.
Poderemos ter a certeza de que todos os elogios feitos a ele são justos, pois o estadista sul-africano transformou a história do seu país de uma maneira que ninguém imaginava concebível, e demonstrou com sua inteligência, habilidade, honestidade e coragem que, no campo da política, às vezes, os milagres são possíveis.
Tudo isso foi sendo gestado, antes mesmo que na história, na solidão de uma consciência, na desolada prisão de Robben Island, onde Mandela ingressou, em 1964, para cumprir pena de prisão perpétua e trabalhos forçados.
As condições em que o regime do apartheid mantinha seus presos políticos na ilha rodeada de um mar traiçoeiro e tubarões, em frente à Cidade do Cabo, eram atrozes.
Uma cela tão minúscula que parecia um nicho ou o covil de uma fera, uma esteira de palha, uma sopa de milho três vezes ao dia, mudez obrigatória, visitas de meia hora de duração a cada seis meses, e o direito de receber e escrever somente duas cartas ao ano, nas quais jamais deveriam ser mencionados temas políticos nem da atualidade.


A cela minúscula na prisão da ilha de Robben onde Mandela passou 27 anos – nove deles em total isolamento, ascetismo e solidão (Foto: cmisouthafrica.com)

Em tal isolamento, ascetismo e solidão transcorreram os primeiros nove anos dos 27 que Mandela passou na ilha.
Em vez de suicidar-se ou enlouquecer, como muitos companheiros de prisão, nos nove anos Mandela meditou, reviu suas próprias ideias e ideais, fez uma autocrítica radical de suas convicções e atingiu aquela serenidade e sabedoria que a partir de então guiariam todas as suas iniciativas políticas.
Embora nunca tenha compartilhado das teses dos resistentes que propunham uma “África para os africanos” e queriam atirar ao mar todos os brancos da União Sul Africana, em seu partido, o Congresso Nacional Africano, Mandela, assim como Sisulu e Tambo, os dirigentes mais moderados, estavam convencidos de que o regime racista e totalitário só seria derrotado mediante ações armadas, sabotagens e outras formas de violência, e para tanto formou um grupo de comandos ativistas chamado Umkhonto we Sizwe, que enviava para Cuba, à China Popular, à Coreia do Norte e à Alemanha Oriental jovens militantes para que se adestrassem.
Deve ter levado muito tempo – meses, anos – para convencer-se de que toda essa concepção da luta contra a opressão e o racismo na África do Sul era equivocada e ineficaz, e era preciso renunciar à violência e optar por métodos pacíficos, ou seja, buscar uma negociação com os dirigentes da minoria branca – equivalente a cerca de 12% do país, que explorava e discriminava de maneira iníqua os 88% restantes – e convencê-la de que permanecera no país porque a convivência entre as duas comunidades era possível e necessária, quando a África do Sul fosse uma democracia governada pela maioria negra.
Prisioneiros submetidos a trabalhos forçados quebram pedras no pátio da prisão, em foto de 1964. Mandela também foi submetido a isso (Foto: The Daily Telegraph)

Naquela época, final dos anos 60 e início dos 70, pensar semelhante coisa era um exercício mental distante da realidade. A brutalidade irracional com que a maioria negra era reprimida e os esporádicos atos terroristas com que os resistentes respondiam à violência do Estado haviam criado um clima de rancor e ódio que fazia prever, mais cedo ou mais tarde, um desenlace de dimensões cataclísmicas no país.
A liberdade só poderia significar o desaparecimento ou o exílio para a minoria branca, particularmente para os africânders [descendentes de colonos holandeses calvinistas e de outros europeus do mesmo credo estabelecidos nos séculos XVII e XVIII] , os verdadeiros donos do poder.
É espantoso pensar que Mandela, perfeitamente consciente das vertiginosas dificuldades que encontraria no caminho que traçara para si, decidiria empreendê-lo, e, mais ainda, que perseveraria nele sem sucumbir ao desalento um só instante, e, 27 anos mais tarde, concretizaria aquele sonho impossível: uma transição pacífica do apartheid para a liberdade, enquanto a maior parte da comunidade branca permanecia no país ao lado dos milhões de negros e mulatos sul-africanos que, convencidos por seu exemplo e suas razões, haviam esquecido os insultos e os crimes do passado, e perdoado.
Seria preciso recorrer à Bíblia, àquelas histórias exemplares do catecismo que nos contavam quando éramos crianças, para tentar entender o poder de convicção, a paciência, a vontade inquebrantável e o heroismo que Nelson Mandela deve ter demonstrado durante todos aqueles anos para persuadir, primeiramente seus próprios companheiros de Robben Island, depois seus correligionários do Congresso Nacional Africano e, por último, os próprios governantes e a minoria branca, de que não era impossível que a razão substituísse o medo e o preconceito, que uma transição sem violência era igualmente factível e ela assentaria as bases de uma convivência humana em lugar do sistema cruel e discriminatório imposto à África do Sul por séculos.
Creio que Nelson Mandela é ainda mais digno de reconhecimento por esse trabalho extremamente lento, hercúleo, interminável, graças ao qual suas ideias e convicções foram contagiando os seus compatriotas como um todo, do que pelos extraordinários serviços que prestaria depois, já no governo, aos seus concidadãos e à cultura democrática.
Formação
É preciso lembrar que o homem que assumiu essa admirável tarefa era um prisioneiro político, o qual, até o ano de 1973, quando foram abrandadas as condições carcerárias em Robben Island, vivia praticamente confinado numa minúscula cela e com apenas uns poucos minutos diários para trocar algumas palavras com os outros presos, quase privado de toda comunicação com o mundo exterior.
Contudo, sua tenacidade e sua paciência tornaram possível o impossível.

Mandela com o então presidente de minoria branca Frederik W. De Clerk, logo após sua libertação da prisão, em 1990. Num gesto de conciliação e grandeza do grande líder negro, De Klerk, ex-carcereiro de Mandela, tornou-se vice-presidente democraticamente eleito em sua chapa (Foto: Associated Press)
Enquanto na prisão já menos inflexível dos anos 70, pôde estudar e formar-se em Direito, suas ideias foram rompendo pouco a pouco os preconceitos totalmente legítimos que existiam entre os negros e mulatos sul-africanos e começou a ser aceita sua tese de que a luta pacífica na busca de uma negociação seria mais eficaz e permitiria alcançar a liberdade mais rapidamente.
Mas foi ainda mais difícil convencer de tudo isso a minoria que detinha o poder e julgava ter o direito divino de exercê-lo com exclusividade e para sempre. Esses eram os pressupostos da filosofia do apartheid proclamada por seu mentor intelectual, o sociólogo Hendrik Verwoerd, na Universidade de Stellenbosch, em 1948, e adotada de modo quase unânime pelos brancos nas eleições daquele mesmo ano.
Como convencê-los de que estavam equivocados, de que deviam renunciar não apenas a semelhantes ideias, mas também ao poder, e resignar-se a viver numa sociedade governada pela maioria negra?
O esforço durou muitos anos, mas, no final, como a gota persistente que fura a pedra, Mandela foi abrindo portas na cidadela de desconfiança e temor, e, um dia, o mundo inteiro descobriu estupefato que o líder do Congresso Nacional Africano saía às vezes de sua prisão para ir tomar civilizadamente o chá das cinco com os que seriam os dois últimos mandatários do apartheid, Botha e De Klerk.
Quando Mandela subiu ao poder, sua popularidade na África do Sul havia se tornado indescritível, tanto na comunidade negra quanto na branca (lembro ter visto, em janeiro de 1998, na Universidade de Stellenbosch, o berço do apartheid, uma parede coberta de fotos de alunos e professores recebendo a visita de Mandela com entusiasmo delirante).
Esse tipo de devoção popular mitológica costuma atordoar quem a recebe e fazer dele – como no caso de Hitler, Stalin, Mao, Fidel Castro – um demagogo e um tirano.
Mas Mandela não se deixou envaidecer; continuou sendo o homem simples, austero e honesto que sempre foi e, para surpresa do mundo todo, negou-se a permanecer no poder, como seus compatriotas pediam.
Aposentou-se e foi passar os seus últimos anos na aldeia indígena de onde se originara sua família.
Mandela é o melhor exemplo que temos – aliás muito raro nos nossos dias – de que a política não é apenas a tarefa suja e medíocre que tantos imaginam, da qual os malandros se valem para enriquecer e os vagabundos para sobreviver sem fazer nada, mas uma atividade que pode também melhorar a vida, substituir o fanatismo pela tolerância, o ódio pela solidariedade, a injustiça pela justiça, o egoísmo pelo bem comum, e que alguns políticos, como o estadista sul-africano, tornam o seu país, e o mundo, muito melhor do que como o encontraram.


Fonte Veja: link

Educação.uol - 08/12/2013 - Biografia: Nelson Mandela

Biografia: Nelson Mandela

Líder negro e estadista da África do Sul
18/07/1918, Mvezo, Transkei
05/12/2013, Johannesburgo, África do Sul


 Nelson Mandela foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Seu nome verdadeiro é Rolihlahla Madiba Mandela. Principal representante do movimento antiapartheid, considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia.
De etnia Xhosa, Mandela nasceu num pequeno vilarejo na região do Transkei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.

Em 1934, Mandela mudou-se para Fort Beaufort, cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e ali se interessou pelo boxe e por corridas. Após se matricular, começou o curso para se tornar bacharel em direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu Oliver Tambo e iniciou uma longa amizade.

Ao final do primeiro ano, Mandela se envolveu com o movimento estudantil, num boicote contra as políticas universitárias, sendo expulso da universidade. Dali foi para Johanesburgo, onde terminou sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA) por correspondência. Continuou seus estudos de direito na Universidade de Witwatersrand.

Como jovem estudante de direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942 e dois anos depois fundou, com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.

Depois da eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955) que divulgou a Carta da Liberdade – documento contendo um programa fundamental para a causa antiapartheid.

Comprometido de início apenas com atos não violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180.

Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros militantes. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e viajou para o Marrocos e Etiópia para treinamento paramilitar.

Em agosto de 1962 Nelson Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu) e por conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela nega).

No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas antiapartheid em vários países.

Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk.

Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da paz em 1993.

Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.

Ele se casou três vezes. A primeira esposa de Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois se casou com Winnie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com as divergências políticas entre o casal vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Ele recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elizabeth 2ª., a medalha presidencial da Liberdade, de George W. Bush, o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia) e a Ordem do Canadá.

Em 2003, Mandela fez alguns pronunciamentos atacando a política externa do presidente norte-americano Bush. Ao mesmo tempo, ele anunciou seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS chamada "46664" - seu número na época em que esteve na prisão.

Em junho de 2004, aos 85 anos, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Fez uma exceção, no entanto, por seu compromisso em lutar contra a AIDS.

A comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presença de artistas e celebridades engajadas nessa luta.

Nelson Mandela faleceu em 2013 aos 95 anos em sua casa na África do Sul.

Fonte Educação.uol: link

Estadão - 07/12/2013 - Eventos na África do Sul devem celebrar vida de Mandela

Primeira homenagem deve ter participação de vários chefes de Estado no estádio de Johanesburgo

 

Autoridades da África do Sul anunciaram uma semana de grandes eventos em memória a vida de Nelson Mandela, ícone da luta contra a apartheid no país. Mandela faleceu na quinta-feira aos 95 anos. 

O primeiro evento ocorrerá na terça-feira em um estádio de futebol em Johanesburgo. Segundo Collins Chabane, membro do gabinete do atual presidente sul-africano, Jacob Zuma, "vários chefes de Estado e de governos devem participar do evento", ao lado de membros do público que conseguirem garantir espaço no estádio de 90 mil lugares.

Chabane não disse quais líderes estrangeiros pretendem participar do memorial. Segundo a autoridade, os chefes de Estado também foram convidados para assistir ao funeral e ao enterro de Mandela, previsto para 15 de dezembro, em sua aldeia natal de Qunu, na província de Eastern Cape.

Entre o memorial de terça-feira no estádio de futebol e o enterro no domingo, em Qunu, as pessoas serão convidadas a se despedir de Mandela em Pretória, onde o corpo estará exposto. "Isso vai dar às pessoas comuns e ao público uma oportunidade para celebrar a vida de Madiba", disse Chabane, referindo-se a Mandela por seu nome de clã. (Fonte: Dow Jones Newswires) 
Fonte Estadão: link

G1 - 06/12/13 - Vídeo conta como vida de Mandela seria se ele usasse Facebook e Twitter

Vídeo foi publicado no YouTube pelo Centro de Memória Nelson Mandela.
Líder sul-africano morreu na quinta (5), aos 95 anos, em Johanesburgo

Vídeo cria perfil no Facebook de Nelson Mandela, morto na quinta-feira (5), caso o líder sul-africano tivesse tido acesso à tecnologia de hoje (Foto: Reprodução/YouTube)

O Centro de Memória Nelson Mandela publicou um vídeo no YouTube nesta sexta-feira (6) para mostrar como teria sido a vida do líder sul-africano, que morreu na noite de quinta-feira (5), se durante sua prisão de 27 anos tivesse tido acesso aos recursos do mundo da tecnologia que existem hoje, como  Facebook e Twitter.

"Como o pai da nossa nação, Nelson Mandela, teria gasto seus 27 anos na prisão se ele tivesse acesso às mesmas tecnologias, plataformas de mídia social, apps de compartilhamento instantâneo e ferramentas de monitoramento global que temos hoje?", pergunta o vídeo (Assista aqui).

Para começar, o vídeo cria uma "linha do tempo" de Mandela, com fotos de momentos marcantes, como o início em sua tribo natal e imagens da juventude.

Depois, as imagens mostram como seria uma página no Facebook do jovem Mandela e suas interações na rede social, conforme informações sobre sua vida fossem sendo adicionadas, como a entrada no curso de direito da Universidade de Witwatersrand, em 1943, o casamento com Evelyn Mase, em 1944, e o rompimento com ela em 1955 – "curtido" por Winnie Madikizela, futura sra. Mandela.

Além disso, o vídeo tem até um "puxão de orelha". Na postagem em que o líder sul-africano revela ter largado a carreira de direito para ir até Cidade do Cabo, o que ocorreu em 1948, Dallindyebo, chefe de Mvezo, tribo natal de Mandela, comenta: "O que você está fazendo da sua vida? Estou muito desapontado com você"; "Desculpa por tê-lo desapontado, mas isso é algo que eu realmente preciso fazer", responde Mandela. "Continue forte, meu garoto", diz o chefe, resignado.

Segundo a proposta, enquanto o Facebook seria usado para compartilhar fatos da vida pessoal, o Twitter teria sido uma ferramenta usada para a luta contra o apartheid, regime de segregação racial que vigia na África do Sul.
"Acabei de ver o irmão Nelson Mandela ser retirado de sua casa", tuitou Steve Biko em janeiro de 1963, relatando a prisão do líder.
O Foursquare entra em cena para Mandela dar um "check-in" na Ilha Robben, onde ficou preso por 18 anos – além de mais 9 em outros lugares do país. O Pinterest, rede social de fotos, também aparece no vídeo.

Fotos de apoio a Mandela seriam publicadas em diversos países, e o Twitter ainda seria usado para mobilizar pessoas ao redor do mundo em prol de sua libertação. A soltura dele, claro, também seria tuitada.

Vídeo cria perfil no Twitter de Nelson Mandela, morto na quinta-feira (5), caso o líder sul-africano tivesse tido acesso à tecnologia de hoje (Foto: Reprodução/YouTube)



Fonte G1: link


 

BBC - 6/12/2013 - Cinco fatos curiosos sobre a vida de Mandela

 
Boxeador, corredor, advogado, ativista clandestino eram algumas das faces de Nelson Mandela

Nelson Mandela, que morreu nesta quinta-feira aos 95 anos, foi uma figura de renome internacional. Por isso, muitos detalhes de sua vida e de sua carreira são de conhecimento público.

Mas listamos cinco curiosidades que talvez você não saiba sobre o líder sul-africano.

1. Praticava boxe

Durante a juventude, Mandela gostava de praticar boxe e fazer corridas de longa distância. Durante os 27 anos que passou na prisão, treinava todas as manhãs.
"Não era a violência que me interessava no boxe, mas a sua ciência. Me intrigava ver como o corpo podia se mexer para se proteger, como se usa a estratégia para atacar e esquivar-se, como se controla o próprio ritmo", escreveu em sua autobiografia "Longo Caminho para Liberdade".
"O boxe é igualitário, No ringue, a patente, a idade, a cor e a riqueza são irrelevantes. Nunca participei de nenhuma luta paós entrar na política. Meu principal interesse era treinar. Me parecia que o exercício rigoroso era uma excelente solução para a tensão e o estresse. Depois de uma sessão extenuante de exercícios me sentia mais rápido, tanto mental como fisicamente”, escreveu.
No museu da família Mandela, no Soweto, é possível ver o cinturão de campeão mundial que ele recebeu de presente do boxeador americano Sugar Ray Leonard.

2. Seu nome original não era Nelson

Rolihlahla Mandela tinha 9 anos quando uma professora da escola primária metodista onde ele esudava, em Qunu, na África do Sul, lhe deu um nome inglês – Nelson – de acordo com o costume de dar a todas as crianças nomes de batismo cristãos.
Essa era uma prática comum na África do Sul e em outros países do continente, onde as pessoas recebiam nomes em inglês mas fáceis de pronunciar para os estrangeiros.
Mas Rolihlahla não é um nome comum na África do Sul. Ele é de língua Xhosa, um dos 11 idiomas oficiais do país, falado por aproximadamente 18% d apopulação. Ele significa literalmente “tirar um galho de uma árvore”, mas na linguagem coloquial corresponde a “encrenqueiro” ou “perturbador”.
Porém, Mandela também era chamado pelo nome de seu clã – Madiba – que os sul-africanos usavam com respeito.

3. Esqueceu-se dos óculos quando foi liberado da cadeia

A libertação de Nelson Mandela ocorreu em 11 de fevereiro de 1990, após anos de pressão política contra o apartheid. Naquele dia estava “espantado e um pouco alarmado”.
Mandela e sua então esposa Winnie foram levados para o centro da Cidade do Cabo, onde eram esperado por uma multidão.
Mas quando pegou o texto de seu discurso se deu conta de que havia esquecido os óculos e teve que pedir emprestado os de Winnie.

4. Se vestiu de motorista para fugir da polícia

Na clandestinidade, Mandela se disfarçava de motorista e jardineiro para viajar
Depois que seu partido Congresso Nacional Africano passou para a clandestinidade, a capacidade de mandela para fugir do serviço secreto lhe rendeu o apelido de “Pimpinela Negra”, em alusão a um romance chamado “Pimpinela Escarlate”, da escritora britânica baronesa Orcz, que trata de um herói que tem uma identidade secreta e sempre consegue escapar.
Mandela ganhou fama por ter se disfarçado de motorista, jardineiro e cozinheiro para viajar pelo país sem chamar atenção. Ninguém parece saber com certeza como ele foi finalmente capturado.

5. Tinha seu próprio escritório de advogados mas levou anos para obter seu diploma de Direito

Mandela estudou Direito de maneira descontínua durante 50 anos desde 1939. Um diploma de dois anos em leis obtido após seu título universitário lhe permitiu exercer a profissão. Em agosto de 1952, ele e Oliver Tambo estabeleceram o primeiro escritório de advogados negros da África do Sul: o “Mandela e Tambo”, em Johannesburgo.

 

fonte BBC:  link

O blog




Olá pessoal, 

Em um momento onde muitos, senão todos, falam, comentam e até discutem sobre o homem Mandela, resolvi, através do blog, reunir as diversas matérias sobre esse mito. 

Espero que gostem. :)